quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Ganges nosso de cada dia



É na luxúria do tempo
Na gula das horas que nos engole aos poucos
que nascem as incertezas,
os medos
Perguntas martelam na mente o tempo todo
nos reduzndo cada vez mais
até que o sentimento de inferioridade nos cubra por completo
E assim, as verdades são mantidas em segredo
em grandes cofres trabalhados em ferro bruto
simbolizando a avareza do existir
Temos as chaves
mas perdemos as forças
E então nos rendemos
escravizados, pobres e fracos
mortos de sede
agonizando a margem do rio da ignorância
e a única opção é nos fartar de sua agua imunda
Somos cegos demais para reparar tamanha impureza
A fé no amanhã também nos faz sangrar

Um comentário:

Samy Vallo disse...

Nem sempre a esperança pode trazer a leveza de existir quase sempre é a dor que ela carrega consigo...Nem sempre é a força que ela traz consigo..As vezes vem com um espelho gigante meio querendo nos colocar no nosso lugar...
Precisamos de um Ganges parar lavarmos nossas impurezas na ânsia de nascermos de novo e sermos melhores...
A realidade sempre dói não é caro amigo?
BJO ENORME DE SUA ADMIRADORA!!!